João Calvino e a Verdadeira Vida Cristã
por Jonny W. Almada
O foco da vida cristã dos
filhos de Deus consiste em expressar a justiça de Deus da mesma forma que se
empenham em obedecer à lei do Senhor. Esta obediência às Escrituras Sagradas é
o princípio fundamental para reformar e orientar a vida cristã.
O plano das Escrituras para
a vida de um cristão é duplo: primeiro, que os cristãos sejam instruídos na lei
para amarem a retidão, porque por natureza, não estão inclinados a fazê-lo;
segundo, que possam aprender umas regras simples, porém importantes, de modo a
não desfalecerem nem se debilitarem no caminho.
Calvino considerou que como
fonte inesgotável de recomendações excelentes, a Bíblia ensina o melhor
princípio para a vida cristã: “sede santos como eu sou santo”. A Santidade é o
princípio chave da vida cristã. Calvino assevera que a santidade é o único meio
de desfrutar plenamente a união com Cristo. Ensina também que a Escritura não
somente ensina o princípio da santidade, mas também nos diz que Cristo é o
caminho deste princípio.
Pode-se considerar que o
tema central do primeiro capítulo deste livro apresenta o empenho de João
Calvino em focalizar a fundamental obra das Sagradas Escrituras. Ele ratificou
que a Palavra de Deus ensina que a santidade significa total obediência a
Cristo. Um axioma evidente nas Escrituras.
O segundo capítulo deste
livro é explanado sobre a perspectiva de Calvino sobre a autonegação e sua
aplicação no caminho da Vida Cristã. O cristão pertence ao Senhor, e deve
deixar que cada parte de sua existência seja dirigida por Ele. Esta é meta
fundamental de todo cristão. Os cristãos devem permitir que somente a Sabedoria
de Deus guie e domine as suas ações. Calvino ratifica que o primeiro passo
vivenciar o princípio da autonegação é aplicar-se ao máximo no serviço do
Senhor. Buscar a glória de Deus implica numa autonegação.
O Cristão deve fazer o que
apraz ao Senhor e tudo o que possa contribuir para Sua Glória. A autonegação
tomará o lugar para o orgulho, a arrogância, a vanglória, a licenciosidade, o
amor a luxúria, ao luxo e outros pecados impulsionados pelo egoísmo. Sem o
princípio da autonegação o homem é levado à indulgência pelos vícios mais
grotescos do “Eu”. A autonegação significa sobriedade, justiça e devoção.
A ausência da autonegação
também resulta no afastamento dos cristãos. Um cristão egoísta descarta
possibilidades de ajudar e contribuir para o crescimento dos demais. Calvino
afirma que ainda que somente se fosse ordenado a não buscarem o próprio
benefício, dever-se-ia, contudo, seguir exercendo uma considerável pressão
sobre a velha natureza, pois está tão fortemente inclinada a amar o próprio
“Eu”, que não estaria facilmente disposta a deixar de lado seus interesses
egoístas.
A lei do amor constrange os
egoístas. Ela não só concerne aos grandes benefícios, pois, desde a
antiguidade, Deus tem ordenado que se a recorde e a ponha em prática mesmo nos
menores favores da vida. Amar ao próximo como amar a si mesmo é uma ordenança
que requer a autonegação.
A busca irresponsável pelas
riquezas e honras acima de todas as demais coisas também caracterizam a pessoa
egoísta. O benefício próprio pode ser encontrado no dado momento em que se
busca a prosperidade de outros, e não somente de si mesmo. Além do mais, o amor
ao dinheiro, e pode-se dizer do poder acarreta em um afastamento do propósito
de Deus e uma aproximação à ruína.
No terceiro capítulo deste
livro, as palavras de Calvino ratificam que levar a cruz é mais difícil do que
negar-se a si mesmo, tema este tão abordado no capítulo anterior. Através de
uma perfeita explanação Bíblica, Calvino fundamenta que: A cruz torna os
cristãos humildes; os torna esperançosos; a cruz também ensina obediência; ela
contribui à disciplina; a cruz também traz arrependimento; e fundamentalmente é
necessária para a salvação da Humanidade.
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