domingo, 25 de setembro de 2011

João Calvino e a Verdadeira Vida Cristã (Parte I)


João Calvino e a Verdadeira Vida Cristã
por Jonny W. Almada

O foco da vida cristã dos filhos de Deus consiste em expressar a justiça de Deus da mesma forma que se empenham em obedecer à lei do Senhor. Esta obediência às Escrituras Sagradas é o princípio fundamental para reformar e orientar a vida cristã.
O plano das Escrituras para a vida de um cristão é duplo: primeiro, que os cristãos sejam instruídos na lei para amarem a retidão, porque por natureza, não estão inclinados a fazê-lo; segundo, que possam aprender umas regras simples, porém importantes, de modo a não desfalecerem nem se debilitarem no caminho.
Calvino considerou que como fonte inesgotável de recomendações excelentes, a Bíblia ensina o melhor princípio para a vida cristã: “sede santos como eu sou santo”. A Santidade é o princípio chave da vida cristã. Calvino assevera que a santidade é o único meio de desfrutar plenamente a união com Cristo. Ensina também que a Escritura não somente ensina o princípio da santidade, mas também nos diz que Cristo é o caminho deste princípio.
Pode-se considerar que o tema central do primeiro capítulo deste livro apresenta o empenho de João Calvino em focalizar a fundamental obra das Sagradas Escrituras. Ele ratificou que a Palavra de Deus ensina que a santidade significa total obediência a Cristo. Um axioma evidente nas Escrituras.
O segundo capítulo deste livro é explanado sobre a perspectiva de Calvino sobre a autonegação e sua aplicação no caminho da Vida Cristã. O cristão pertence ao Senhor, e deve deixar que cada parte de sua existência seja dirigida por Ele. Esta é meta fundamental de todo cristão. Os cristãos devem permitir que somente a Sabedoria de Deus guie e domine as suas ações. Calvino ratifica que o primeiro passo vivenciar o princípio da autonegação é aplicar-se ao máximo no serviço do Senhor. Buscar a glória de Deus implica numa autonegação.
O Cristão deve fazer o que apraz ao Senhor e tudo o que possa contribuir para Sua Glória. A autonegação tomará o lugar para o orgulho, a arrogância, a vanglória, a licenciosidade, o amor a luxúria, ao luxo e outros pecados impulsionados pelo egoísmo. Sem o princípio da autonegação o homem é levado à indulgência pelos vícios mais grotescos do “Eu”. A autonegação significa sobriedade, justiça e devoção.
A ausência da autonegação também resulta no afastamento dos cristãos. Um cristão egoísta descarta possibilidades de ajudar e contribuir para o crescimento dos demais. Calvino afirma que ainda que somente se fosse ordenado a não buscarem o próprio benefício, dever-se-ia, contudo, seguir exercendo uma considerável pressão sobre a velha natureza, pois está tão fortemente inclinada a amar o próprio “Eu”, que não estaria facilmente disposta a deixar de lado seus interesses egoístas.
A lei do amor constrange os egoístas. Ela não só concerne aos grandes benefícios, pois, desde a antiguidade, Deus tem ordenado que se a recorde e a ponha em prática mesmo nos menores favores da vida. Amar ao próximo como amar a si mesmo é uma ordenança que requer a autonegação.
A busca irresponsável pelas riquezas e honras acima de todas as demais coisas também caracterizam a pessoa egoísta. O benefício próprio pode ser encontrado no dado momento em que se busca a prosperidade de outros, e não somente de si mesmo. Além do mais, o amor ao dinheiro, e pode-se dizer do poder acarreta em um afastamento do propósito de Deus e uma aproximação à ruína.
No terceiro capítulo deste livro, as palavras de Calvino ratificam que levar a cruz é mais difícil do que negar-se a si mesmo, tema este tão abordado no capítulo anterior. Através de uma perfeita explanação Bíblica, Calvino fundamenta que: A cruz torna os cristãos humildes; os torna esperançosos; a cruz também ensina obediência; ela contribui à disciplina; a cruz também traz arrependimento; e fundamentalmente é necessária para a salvação da Humanidade.

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