terça-feira, 27 de setembro de 2011

10 acusações contra a Igreja Moderna - Paul Washer

Pontos importantes...

  • Você já assistiu ou ouviu o sermão do Pr. Paul Washer denominado de "Pregação Chocante"? Realmente aquela Palavra impactou o coração de muitas pessoas. 

  • Com certeza, você já foi também tremendamente abençoado através de um verdadeiro sermão inspirado pelo Espírito Santo de Deus. Você lembra quando?


  • Prepare-se para ser novamente impactado pelo Poder da Palavra de Deus através da vida do querido Pr. Paul Washer: "As 10 acusações contra a Igreja Moderna".

  • Estou certo que você algum dia já ouviu falar que o "papel de acusar é do diabo". Porém, a verdade é que nossos passos são em todo tempo julgados pela Palavra de Deus. Ela é entre muitas maravilhas, uma "bússola" para a Igreja. Ela nos guia, instrui e nos mostra o quanto estamos em caminhos indevidos.

  • Somos remetidos, diariamente, a voltar ao real caminho do Evangelho de Cristo. 

  • Deus nos levará à uma reflexão fortuita e fundamental para todos nós. Assista: 





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Filosofia aplicada à Teologia


Filosofia aplicada à Teologia

As bases filosóficas das provas de Tomás de Aquino sobre a existência Divina
 por Jonny W. Almada

“Para que a inteligência humana possa investigar a Deus pela sabedoria é necessário conhecer muitas outras coisas antes, pois praticamente todos os conhecimentos filosóficos se ordenam a esse modo de conhecimento de Deus”, esta afirmativa origina-se do pensamento de Tomás de Aquino acerca do reconhecimento da Filosofia como ferramenta para a Teologia. Ele foi o maior filósofo escolático e tornou-se influência ativa até os dias atuais referente a estudos filosóficos e Teológicos.
O sistema de conhecimento de Tomás de Aquino tem sido ensinado nas escolas Católicas desde a segunda metade do século XIX. Sua influência foi responsável pela ampla aceitação da filosofia de Aristóteles em detrimento da de Platão, fazendo-a vigorar até a Renascença, quando foi retomado o pensamento platônico.
A Teoria do conhecimento de Tomás de Aquino é a do realismo, ou seja, considera que os conceitos que apreendemos pelo conhecimento possuem uma realidade autônoma e objetiva.
Acerca das suas apresentações sobre a existência de Deus e sua natureza como Ser absoluto, Aquino expunha que Deus, uma vez concebido como Ser absoluto, sem nenhum limite, não é alcançado devidamente pela inteligência humana, senão por meio de analogias.
Com base no pensamento Aristotélico, Aquino divide o ente (o ser) em ato e potência, divisão que é real nas criaturas, mas que não pode ser real em Deus, no qual o ato e a potência formam uma unidade. Deus tem como essência ser existência, porque também essência e existência não podem ser distintas em Deus. Aquino ratificava que Deus é alcançado como princípio explicativo de fatos que, sem Ele, não se explicariam.
Através da doutrina da analogia, Aquino, atribui a Deus as perfeições criadas expõe que o que se conhece a respeito de Deus é, portanto, um conjunto de negações e de analogias. Por exemplo: Sabemos que Ele não é: imperfeito e limitado.
Tomás de Aquino considera cinco vias que conduzem argumentos de comprovação da existência Divina. Todas possuem características comuns de se firmarem na evidência (sensível e racional), para proceder à demonstração, como a lógica exige. São as provas:
·  A primeira via argumenta a partir do fato do movimento. Para que Ele exista é imprescindível que haja um primeiro motor, que mova sem ser movido, conforme já advertia Aristóteles.
·       A segunda via alega que as causas da existência devem, em última instância, supor uma causa primeira eficiente.
·     A terceira via considera o fato de que as coisas que se apresentam no mundo são contingentes e que, nessa condição, não existiram se não houvesse um ser não contingente; aqui podemos notar a influência do pensamento de Avicera. Em Filosofia, contingente significa aquilo que não possui, em si mesmo, sua própria razão de ser. Assim como Deus é necessário, porque é a causa e sua própria existência, o homem é um ser contingente.
·      A quarta via alega os graus de perfeição constatados nos seres que conhecemos e que postulam um grau máximo de perfeição, o que é um argumento tipicamente platônico. O caminho até Deus se processa aqui por certos graus de perfeição encontrados no mundo dos fatos, e que somente se explicam por um grau máximo, Deus.
·   A quinta via toma como ponto de partida a ordem do mundo, dada como um fim intencional; ou, ditas de forma diferente, como as coisas sem conhecimento não tem a capacidade de querer um fim, deve-se admitir que a ordem do mundo prova a existência de um ordenador exterior a Ele: Deus. O mundo foi criado conforme a Bíblia, mas Deus o poderia ter criado desde toda a eternidade.
Considera-se que reunindo os argumentos válidos, rejeitando os impróprios, coordenando-os de maneira ampla, as investigações de Tomás de Aquino sobre a existência Divina excedem demasiadamente as investigações pré-existentes ao seu tempo. Suas provas passaram a servir de padrão básico para os estudiosos que continuaram a se ocupar do tema.

domingo, 25 de setembro de 2011

João Calvino e a Verdadeira Vida Cristã (Parte II)

João Calvino e a Verdadeira Vida Cristã (Parte II)
por Jonny W. Almada

A desesperança no mundo vindouro é um tema polêmico à primeira observação. Ratifica que qualquer que seja a classe de provações que nos aflige, devemos sempre manter a vista a seguinte meta: temos de nos acostumar ao menosprezo das vaidades da vida presente para que se possa meditar na vida futura. 
Não é uma apostasia às promessas do Senhor Jesus Cristo. Mas assevera contra o extremismo que faz com que muitos cristãos venham a desprezar a vida presente, onde pode ser vivida a muitas bênçãos de Deus. O desprezo total extremado à vida presente pode ser resultado do não conhecimento de como fazer parte da vida celestial. Este axioma é enfático por razão do conteúdo do quinto capítulo, intitulado como: o uso correto da vida presente. Este tema é finalizado com uma das máximas mais fundamentais à vida cristã: O Senhor ordena os cristãos a serem fies ao chamamento Divino em todas as ações da vida. E esta vida não é somente de fala mas de vida verdadeiramente em Cristo. Não somos da terra, o amor dos cristãos deve ser plenamente direcionado ao Senhor e suas promessas tanto as vindouras quanto aquelas que recebemos aqui. Mas, confiemos totalmente naquele que nos retirará deste mundo, longe do material, e viver o melhor do Reino celestial.
Viver a verdadeira vida cristã é está ligado plenamente ao Reino do filho do amor de Deus. A autonegação diante de Deus resulta em perfeita obediência a Cristo. Isto é a principal característica do verdadeiro cristão. A obediência pode ser considerada a maior prova de amor ao SENHOR.
A verdadeira vida cristã é a marca de todo aquele que genuinamente segue os passos de Cristo na terra. E aqueles que seguem fielmente os passos de Cristo, estão fundamentados completamente no pleno conhecimento da Palavra: Ele vive a lei do Senhor. Celebra a plenitude do Evangelho.
"Aquele que diz estar n'Ele (Jesus Cristo), também deve andar como Ele andou." (1 João 2:6)

João Calvino e a Verdadeira Vida Cristã (Parte I)


João Calvino e a Verdadeira Vida Cristã
por Jonny W. Almada

O foco da vida cristã dos filhos de Deus consiste em expressar a justiça de Deus da mesma forma que se empenham em obedecer à lei do Senhor. Esta obediência às Escrituras Sagradas é o princípio fundamental para reformar e orientar a vida cristã.
O plano das Escrituras para a vida de um cristão é duplo: primeiro, que os cristãos sejam instruídos na lei para amarem a retidão, porque por natureza, não estão inclinados a fazê-lo; segundo, que possam aprender umas regras simples, porém importantes, de modo a não desfalecerem nem se debilitarem no caminho.
Calvino considerou que como fonte inesgotável de recomendações excelentes, a Bíblia ensina o melhor princípio para a vida cristã: “sede santos como eu sou santo”. A Santidade é o princípio chave da vida cristã. Calvino assevera que a santidade é o único meio de desfrutar plenamente a união com Cristo. Ensina também que a Escritura não somente ensina o princípio da santidade, mas também nos diz que Cristo é o caminho deste princípio.
Pode-se considerar que o tema central do primeiro capítulo deste livro apresenta o empenho de João Calvino em focalizar a fundamental obra das Sagradas Escrituras. Ele ratificou que a Palavra de Deus ensina que a santidade significa total obediência a Cristo. Um axioma evidente nas Escrituras.
O segundo capítulo deste livro é explanado sobre a perspectiva de Calvino sobre a autonegação e sua aplicação no caminho da Vida Cristã. O cristão pertence ao Senhor, e deve deixar que cada parte de sua existência seja dirigida por Ele. Esta é meta fundamental de todo cristão. Os cristãos devem permitir que somente a Sabedoria de Deus guie e domine as suas ações. Calvino ratifica que o primeiro passo vivenciar o princípio da autonegação é aplicar-se ao máximo no serviço do Senhor. Buscar a glória de Deus implica numa autonegação.
O Cristão deve fazer o que apraz ao Senhor e tudo o que possa contribuir para Sua Glória. A autonegação tomará o lugar para o orgulho, a arrogância, a vanglória, a licenciosidade, o amor a luxúria, ao luxo e outros pecados impulsionados pelo egoísmo. Sem o princípio da autonegação o homem é levado à indulgência pelos vícios mais grotescos do “Eu”. A autonegação significa sobriedade, justiça e devoção.
A ausência da autonegação também resulta no afastamento dos cristãos. Um cristão egoísta descarta possibilidades de ajudar e contribuir para o crescimento dos demais. Calvino afirma que ainda que somente se fosse ordenado a não buscarem o próprio benefício, dever-se-ia, contudo, seguir exercendo uma considerável pressão sobre a velha natureza, pois está tão fortemente inclinada a amar o próprio “Eu”, que não estaria facilmente disposta a deixar de lado seus interesses egoístas.
A lei do amor constrange os egoístas. Ela não só concerne aos grandes benefícios, pois, desde a antiguidade, Deus tem ordenado que se a recorde e a ponha em prática mesmo nos menores favores da vida. Amar ao próximo como amar a si mesmo é uma ordenança que requer a autonegação.
A busca irresponsável pelas riquezas e honras acima de todas as demais coisas também caracterizam a pessoa egoísta. O benefício próprio pode ser encontrado no dado momento em que se busca a prosperidade de outros, e não somente de si mesmo. Além do mais, o amor ao dinheiro, e pode-se dizer do poder acarreta em um afastamento do propósito de Deus e uma aproximação à ruína.
No terceiro capítulo deste livro, as palavras de Calvino ratificam que levar a cruz é mais difícil do que negar-se a si mesmo, tema este tão abordado no capítulo anterior. Através de uma perfeita explanação Bíblica, Calvino fundamenta que: A cruz torna os cristãos humildes; os torna esperançosos; a cruz também ensina obediência; ela contribui à disciplina; a cruz também traz arrependimento; e fundamentalmente é necessária para a salvação da Humanidade.